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sábado, 29 de dezembro de 2012

sword art online: final


ohayo minna!!!!aqui esta a última enquete sword art online
Infelizmente eu tenho que insistir no que eu tenho citado em quase todas as resenhas: Sword Art Online foi muito bem feito e divertido até o capítulo 14. Essa saga não acrescentou nada à história.
Para ter certeza de que não estou sendo radical na minha crítica, entrei em algumas comunidades de fãs de anime e pedi opiniões sobre SAO. Notei duas linhas claras:
- fãs de MMORPG que não assistem a muitos animes e que acreditam que SAO é a obra-prima das animações
- fãs de anime em geral que acham que SAO não é original, não traz nada de novo e que apela a partir do capítulo 15
Espero que não fiquem com muita raiva de mim por esta resenha. Eu sou jogador de MMO e gostei muito do primeiro arco de histórias de SAO. Como comentei em outra resenha, foi diferente e melhor do que Ragnarok The Animation. Os únicos capítulos que valem a pena em ROA são os dois últimos, que são cheios de ação e reviravoltas. De resto, dá para ter certeza que o escritor não conhecia nada do jogo.
SAO mostra que quem escreveu conhece sobre MMO e fez um cenário convincente.
Porém, é possível notar que houve uma preguiça imensa no segundo arco, o de Alfheim Online (ALO). Vamos lá.
No capítulo 21, no final, Asuna solta o cartão que ela roubou para que Kirito o pegue. Vamos ignorar o fato de que ela soltou o cartão na hora certa, no lugar certo. É bonitinho isso. Mas… não há uma parede invisível que não permite jogadores e objetos de subir? E, consequentemente, descer? Quando Kirito sobe a milhão, ele bate nesse teto. Poderíamos dizer que objetos do jogo podem passar, mas Yui é um programa e também não consegue passar.
Então… como o cartão atravessou a parede?
Outra inconsistência que foi grave na minha opinião foi a que Sugu/Leafa (ou Lyfa) não sabia que Kirito era Kazuto. Na cena onde eles desconectam e ela vai deixar um lanche para o irmão, fica claro que ela sabe que eles estão jogando e que ela foi deixar um sanduíche para ele. Não só isso, todo mundo sabe que Kazuto é Kirito; no capítulo 15, Jessé (“Sugou” mas desisti de decorar o nome dele) reconhece ele como Kirito, o herói que terminou o Sword Art Online. Então como que a irmã dele não o reconhece? Como que ela joga junto e, pior ainda, ouve a voz dele, e não sabe que é o irmão? Se Sugu se apaixonar por Kazuto no mundo real é pastelão, ela se apaixonar no jogo pelo Kirito achando que é outra pessoa é totalmente desnecessário, sem sentido e incoerente.
O capítulo 23, que TEORICAMENTE é o antepenúltimo (mas na verdade é o penúltimo, embora não saibamos disso até assistir o 24) é ruim demais em muitos sentidos. Primeiro que por ser o penúltimo capítulo, tinha que ser cheio de aventura, reviravolta e emoção. Mas metade dele é gasto entre Kirito e Lyfa fazendo drama, lutando de maneira bem fraca e se abraçando. Metade. De 22 minutos, antes dos 11 você não verá nada diferente disso.
A segunda metade é de Kirito, Lyfa, Recon, Sakuya e Alicia (as duas líderes de guilda) tentando abrir caminho pela base da torre (a dungeon mais difícil do jogo, entupida de inimigos) para que Kirito passe. E aí tem todos os clichês possíveis:
- os amigos dando suporte
- o bobo apaixonado fraquinho que se sacrifica em uma grande explosão
- a chegada heroica
de Gandalf com os cavaleiros de Rohan das guildas aliadas
- a líder gostosa com seu peitão balançante a cada ordem que ela berra
- a ponta do triângulo amoroso dando sua arma para que o herói invoque um poder inexplicável e atravesse finalmente os inimigos
E apesar de achar o topo da torre sem uma porta, sem programação para sequer ser aberta… Yui usa o cartão (que não deveria ter atravessado o teto invisível) e faz os dois atravessarem na marra.
Desse modo chegamos ao capítulo 24, que teoricamente era o penúltimo. Mas de cara já acompanhamos Kirito e Yui (agora grande) correndo para encontrar Asuna. E eles a encontram. Ok, tudo bonitinho, emocionante, reencontro esperado há 10 capítulos… mas Yui não pode deslogar Asuna sem um terminal do sistema.
Pera. Para bugar a torre usando o cartão de acesso, ela não evocou um terminal? Para bugar o jogo, ela simplesmente não fez aparecer um terminal? Então por que agora que é para salvar a mocinha, ela não pode fazer a MESMA coisa?
Entendem o grau de decepção? Quando uma saga gira em torno de fan-service e deixa a trama de lado, esse monte de falhas começa a aparecer.
E é claro que Jessé, ou Oberon, o Rei das Fadas, aparece mostrando que é o Game Master top e tem todo o poder sobre o mundo. Primeiro ele desabilita Yui, que apesar de morrer pela segunda vez, avisa que está salva no NervGear de Kirito e pode ser habilitada de novo depois.
O que acontece a seguir é digno dos típicos hentais (animes de punheta, pornozão animado). O cara altera a gravidade e faz os dois ficarem presos no chão. Então ele invoca correntes (que fazem o MESMO barulho das Correntes de Andrômeda do Shun) e pendura Asuna. Então, com Kirito preso pela gravidade, Oberon começa a bolinar Asuna, arrancando a roupa dela, dando encoxadas frontais e lambidas no rosto dela. SUPER família. Super “oi, você que tem 15, 16 anos, assista a esse belo exemplo”.
Kirito meio que se entrega enquanto sua garota começa a ser estuprada, mas ele tem uma visão com Kayaba Akihito, criador do jogo, que era também o jogador de Heathcliff. Teoricamente, Akihito morreu no final do SAO, mas sua consciência ficou viva dentro do mundo de SAO (mesmo que estivesse com a skin de ALO),
Ele então, de maneira frustrante, dá sua ID para Kirito, que vira Admin do sistema com poderes maiores que os de Oberon. É frustrante porque novamente não faz sentido. Em SAO, o padrão de drama estabelecido foi alto demais: o jogador podia MORRER se morresse dentro do jogo. Em ALO, não.
E novamente entra a pergunta: se Kirito estava bugado/preso, por que ele simplesmente não desconectou e:
- foi procurar Sugou no mundo real com a polícia?
- não foi esperar no quarto de Asuna (com ou sem polícia) para foder o cara de uma vez?
“Ai, a menina ia ser estuprada no jogo!”. Aí entra a outra pergunta:
- Por que não foi atrás da polícia ANTES de isso acontecer? Se a polícia não ouvisse de acordo com o clichê “não acreditar no menino que vem contar histórias estranhas”, e o pai dessa menina? Foi tudo muito virtual e pouco real.
Os dois lutam. Kirito rebaixa o ID de Oberon para o de um jogador comum, desliga o inibidor de dor e faz o cara sentir a dor de ter o braço arrancado, ser cortado ao meio e ainda ser empalado pelo olho. Muita gente acha essa luta “A LUTA DEFINITIVA” dos animes. Eu achei pior que a luta entre Kirito e o Heathcliff original porque ali, quem morresse, morreria de verdade. Nessa… bem, espere pelos meus comentários do capítulo 25.
Kirito salva Asuna depois de matar Oberon. Os dois se abraçam, aquela coisa linda e aí, magicamente, só porque ele está com a ID do Heathcliff, ele consegue abrir um terminal no qual Asuna pode se desconectar.
Antes, porém, ele encontra a alma/consciência de Kayaba Akihito. Eles conversam e Akihito explica que não ajudou Kirito de graça. Ele diz que quer um favor. Ele entrega para Kirito um sistema, “A Semente”. Se ele quiser destruir ou colocar em uso, fica a cargo dele escolher, mas essa semente pode gerar mundos como o do Sword Art Online original, mas sem as mortes e o sofrimento.
E aí, claro, vamos confiar cegamente no cara que prendeu 10 mil jogadores e que matou alguns milhares deles para fins sombrios. Porra, não parece a escolha mais óbvia confiar no cara que matou um monte de gente e que te dá um programa que provavelmente vai recriar um mundo onde ele pode voltar a existir e matar mais um outro belo punhado de pessoas? Porra.
Depois dessa, Kirito reencontra Yui e desconecta. E quem ele encontra? Sugu, a irmã peituda. E termina com ele de bicicleta indo encontrar Asuna no hospital.
E acaba.
Chegamos na pior parte então: o capítulo 25.
Kirito vai ao hospital atrás de Asuna. E quem ele encontra lá? O cara que lê as minhas resenhas (digo, leu tarde demais). O cara que fez o que eu teria feito se eu fosse o Kirito: o Jessé, digo, Sugou/Oberon. Ele foi para o hospital esperar Kazuto. Óbvio, não é?
Só que o cara está todo bugado por causa da luta final. Como os sensores de dor foram desligados, então, além de sentir dor no mundo real, os ferimentos da luta bugaram ele também de verdade. E aí vemos um menino que no mundo real luta Kendô, treina com a irmã todos os dias, levar uma facada de um cara sem preparo de luta, que corre todo torto a 6 metros de distância em um ataque frontal sem a menor técnica. Da hora.
Aí o cara fica louco, tenta matar Kazuto, mas ele reage, vê que o cara é um bosta e desarma nele. Encosta a faca no gogó do cara e ameaça matar ele, lembrando das canalhices que ele fez.
Não vou discutir o fato de ele não matar o cara. É isso que se espera de um protagonista. Um herói não sai por aí chacinando tudo e todos. O que eu questiono é o fato de que na porta do hospital não tinha NINGUÉM vendo e intercedendo. Vocês já foram a um hospital? Principalmente de noite, o que mais tem é movimento, gente tomando café na porta, seguranças, veículos chegando… ninguém intercede. Nenhuma alma.
Kazuto então sobe, encontra Asuna (que está meio surdinha), mas eles se beijam na vida real. Seus avatares no SAO original olham sorrindo e… fim. Mas não.
Eles aparecem então em uma escola especial para os jogadores que ficaram presos no SAO. Batem papo, conversam sobre o destino de Sugou, que foi preso, e que ALO fechou. Ah, e os jogadores presos que estavam sofrendo experimentos foram soltos e acordaram sem dor e sem lembrar que foram cobaias. Aí aparecem mais duas das meninas que querem dar uma sapecada com Kazuto: a menina ferreira (que esqueci o nome) e a menina que tinha o pet (também esqueci o nome dessa infeliz). E a menina ferreira deixa meio que claro que ela quer o corpo nu de Kazuto.
Kazuto, Asuna e Sugu vão para o bar de Egil, que está reservado apenas para os jogadores comemorarem o final do jogo e a libertação de (agora) todos os jogadores. E estão lá todos, incluindo Klein. Eles bebem, conversam, as meninas riem juntas e só Sugu fica em um canto com cara de “Não pertenço a este grupo”.
O que acontece? Egil analisou “A Semente do Mundo” que Kirito ganhou de Heathcliff. Tratava-se de um pacote de programas para fazer MMOs personalizados. Eles espalham o código para que jogadores e empresas criem seus próprios mundos e servidores que, para piorar, ainda são compatíveis – ou seja, você poderia jogar Sword Art Online e se conectar com o mesmo personagem em Alfheim Online.
Sensacional. Acho super seguro e confiável usar o programa do cara do mal para atingir a um número ainda maior de jogadores. Muito sensato.
O mundo de Alfheim Online foi recriado nessa brincadeira. E de volta ao bar, todos combinam de se encontrar online às 23h.
Sem muita explicação, o tempo pula para dentro do jogo onde Lyfa tenta alcançar a lua e cai por causa da altitude. Kirito segura ela que cai (e cujo ângulo escolhido para mostrar sua queda, claro, são seus peitões no decote). Depois de dançarem enquanto voam, ele e a irmã então presenciam um acontecimento bizarro (mas obviamente esperado): o castelo de aço de Aincrad, do mundo de Sword Art Online, aparece flutuando dentro do mundo de Alfheim Online.
Nada como reviver o terror do jogo que matou milhares de pessoas, né?
Não só isso, sem o MENOR SENTIDO, Kirito explica que reduziu seus níveis e que está com os mesmos atributos de um jogador iniciante (oi???) e que vai precisar da ajuda dela e dos outros para, agora, terminar a torre que ele começou a jogar quando se conectou no Sword Art Online original.
Além do manjadíssimo “Todos os jogadores e aliados aparecem para avançar e jogar juntos”, aparece Asuna em um avatar novo, fada, de cabelo azul.
E ela, na camaradagem, apesar de pegar seu namorado abraçado com a irmã apaixonada (que provavelmente ela não sabe, já que ninguém sabe nada nesse anime), reforça o convite para ela ir junto com eles nessa nova aventura.
Ele fala alguma coisa que não tem som nem legenda. Eu espero, do fundo do coração, que seja “Juro que vou transar com vocês duas até o final do próximo arco, tanto dentro quanto fora do jogo, suas gostosas!”. Ou que tenha sido uma cantada clássica, elegante e sofisticada como a do Robin na Clotilde em Feira da Fruta.
Então acaba. E a única coisa legal é ouvir de novo a música original de SAO encerrando.
Sword Art Online tem mais arcos previstos. A história não acaba. Espero que vocês não tenham me odiado muito por essa resenha. Quando comecei a assistir, por sugestão dos meus amigos, eu verdadeiramente gostei de SAO. É uma história não-original mas moderna baseada em MMORPGs. É bem feita, a música é EXCELENTE e a dose de drama e aventura foi bem dosada até o final do primeiro arco.
A qualidade do segundo começou a cair muito. Fãs de MMO acreditam com todas as suas forças que este é o anime definitivo, a maior criação do Japão. Mas quando você sai da esfera MMO e entra na esfera anime e mangá, que é muito maior, entende que a história deixa muito a desejar.
Ela diverte? Sim, sem dúvida.
É possível assistir do capítulo 15 ao 25? Normal, dá sim.
Na minha opinião:
- Sword Art Online: nota 10
- Alfheim Online: nota 6
Eu recomendo SAO para qualquer pessoa. ALO, porém, eu recomendo com a ressalva “Olha, se você não tiver nada melhor para fazer, assiste que é bacaninha”.
E agora fica a expectativa de como será a próxima saga (gun gale online). Espero que ela me faça esquecer que ALO existiu
sayonara !!!!
postado por :rick

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